domingo, 17 de novembro de 2013


A Família na Prevenção Contra as Drogas   


“Mudanças bruscas de comportamento, queda no rendimento escolar ou no trabalho, insônia, irritabilidade e depressão são alguns dos sintomas do uso de drogas” 


A família não pode ser escanteada do cenário social, jamais deve ser tida como carta fora do baralho, como desejam alguns técnicos de coração duro e visão obtusa. 

Apesar das creches, dos lugares de reabilitação, dos institutos especiais, o lugar de crianças e jovens é num lar, numa família com pai e mãe, isso não é antigo, isso é necessário. A existência dessas instituições devem ser toleradas como soluções precárias e paliativas. 

Família pronta para atender, fortalecer e reabilitar a sua cria não é discurso religioso ou moralista, é necessidade. 

Há que se indagar: Que civilização sobreviveu destruindo a família? Nenhuma outra experiência no planeta é capaz de substituir a família. 

O ser humano somente saiu da condição primitiva dos seus primórdios quando constituiu uma família, servindo essa de modelo para a organização social. É no seu seio que os seres humanos do amanhã, recebem as primeiras lições do amor, do afeto, da responsabilidade, do exemplo. 

A família é referencial de cultura, é pura identidade. Fora dela, o ser aproxima-se do bicho, do animal, do desvairado, do aloprado, do doentio... 

Crianças e jovens criados fora da família não acreditam em amor, são todos arredios, descontrolados, medrosos, desconfiados, inseguros. O jovem problemático é sintoma, é reflexo de uma doença: desestrutura familiar, independentemente de classe social, vez que existem milhares de menores abandonados em casarões e palacetes. 

Ensina-nos Odilon Fernandes que “a desarmonia familiar está na base do problema do uso de drogas por parte dos jovens. 

Lar desestruturado, jovem desnorteado. 

E o jovem desnorteado, que não encontra no seio da própria família a paz de que necessita, busca apoio nos tóxicos, tornando-se deles uma presa fácil. 

Os pais carecem de tratar os filhos com carinho, mas também com energia. 

Nem disciplina férrea nem excesso de liberdade. 

O diálogo é o alimento do amor. 

Pais que não dialogam com os filhos, orientando-os para a vida, praticamente os empurram para o vício. 

O exemplo dentro de casa é tudo. 

Se o jovem vê o seu lar desequilibrado, é preciso que ele tenha uma compreensão muito grande, para não se deixar afetar. 

Não adianta dar aos filhos o que eles podem, se não se lhes dá o essencial: amizade. 

Os pais que são amigos dos filhos não têm o que temer. 

Se o jovem não tem dentro de casa um bom relacionamento, é preciso que ele entenda a dificuldade de seus pais, procurando auxiliá-los e não agravando ainda mais a situação com exigências descabidas. 

Cada pessoa tem a sua responsabilidade própria. 

Os outros podem nos influenciar, mas só até certo ponto. Depois, entra em questão o nosso livre-arbítrio, que é nossa vontade de escolha. 

Existem filhos que usam drogas, para “castigar” os pais...” 

ANDRÉIA CASSIA ASSUNÇÃO, publicitária, escreveu um excelente artigo com a temática: A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA PREVENÇÃO DAS DROGAS, onde concita-nos a bem pensar o modelo de família que estamos mantendo e os comprometimentos que surgem de alguns hábitos frequentes no seio dessa célula social. Estão são as suas palavras: 

“É na família que a prevenção ao uso de drogas pode ser mais eficaz. Porem, o medo, o preconceito, a falta de intimidade com os filhos, a desinformação e muitas vezes até a hipocrisia impede uma conversa mais franca sobre o assunto. Sobram dúvidas e inseguranças para o adolescente, que se depara na escola ou entre amigos com o assunto para o qual não está preparado. 

Mas a questão que mais aflige os pais é saber com que idade já pode conversar sobre drogas com seus filhos. O assunto vai surgir, senão em casa, entre seus colegas, e é por isso que, quanto mais cedo abordarmos o problema, melhor. Não adianta conversar com seus filhos se você não estiver preparado. Conheça os valores de seus filhos. Os valores pessoais, sociais e familiares do adolescente são muito importantes nesta abordagem. 

A interação pais/escola é muito importante e fundamental para saber como anda seu filho, suas atitudes, seu rendimento escolar, seus comportamentos e reações perante os problemas enfrentados. 

A revelação que o individuo está usando drogas raramente é feita por ele mesmo, pode acontecer por iniciativa de um terceiro, ou por um ato falho do próprio usuário, como por exemplo, esquecer a droga em algum lugar, ou um ato externo, como por exemplo, ter problemas com a policia. 

Tratando-se de adolescentes, os pais podem considerar mudanças de comportamento ao momento da vida em que o adolescente está passando e nunca pensar que pode ser consequência do uso de drogas. 

A família sofre frente à revelação do uso de drogas perante um familiar, e na maioria das vezes sente-se culpada. Não conseguem compreender e aceitar, que o uso de drogas é um sintoma de que alguma coisa não vai bem com a pessoa, ou mesmo dentro da relação familiar. 

Sabe-se que a dependência não se instala de repente, que não existe uma cura mágica, que não só o individuo precisará de tratamento, mas toda família, já que a família está presente junto com o individuo. Todos precisam de ajuda, de tratamento. 

Independente do modelo de tratamento ao qual o individuo e a família sejam submetidos, é importante trabalhar as características individuais do dependente, as características da relação familiar, a relação individuo/família, enfocando sempre a necessidade da abstinência total, das mudanças de comportamento, hábitos, do estilo de vida, e com isso, prevenir a recaída. 

Muitos estudos demonstram a necessidade de compreendermos como e porque o fenômeno da dependência química pode repetir em outras gerações. 

Dentro da perspectiva familiar, podemos inferir que o comportamento do dependente é aprendido do mesmo modo que interfere fortemente nas pessoas envolvidas pela convivência. O exemplo disso, no caso do alcoolismo, foi observado que sua perpetuação pode estar associada à manutenção da identidade familiar, pois as famílias que possuem dependentes químicos são bastante particulares em razão de suas características incomuns, percebidas e vividas por todos os seus membros. 

Atitudes como “rituais familiares normais” muitas vezes ocorrem em torno do beber, o que interfere no desempenho normal da família. Geralmente, é desta forma que os filhos crescem num contexto cultural onde a bebida se torna parte de suas vidas. 

A mitologia familiar é, muito provavelmente, infestada de cenas relacionadas ao álcool. Os filhos podem permanecer imersos neste ambiente, inconscientes do que ocorre; podem repetir a identidade familiar, e, sem muito refletir, se casar com alcoolistas ou vir a ser um. 

O desafio destes filhos seria construir novos rituais e mitos familiares, abandonando os de sua família de origem, para, assim, desenvolver uma identidade familiar não – alcoólica como uma maneira de não perpetuar o alcoolismos. 

O PAPEL DA FAMÍLIA: Cuidados básicos, afetividade e amor por parte dos pais; Papéis bem definidos na relação familiar; Auxiliar no desenvolvimento da identidade pessoal; Apoiar e respeitar a individualidade; Conhecimento dos amigos e grupos sociais dos filhos (as); Capacitar os filhos para suportar e superar pressões dos grupos sociais; Conhecimento sobre as drogas: suas características e conseqüências; Não se acomodar frente aos problemas; Entender sobre as fases da vida e dos momentos dos (as) filhos (as); Diálogo; Reavaliar valores rígidos; Vale a pena complementar, conforme o quadro familiar presente, é indicado que o dependente receba acompanhamento individual e/ ou psiquiátrico individualizando garantindo, assim, a assistência à dependência química. Deve-se, porém tomar o extremo cuidado de não o manter num lugar ainda mais problemático. Por isso faça sua parte.” 

A melhor forma de prevenção das drogas está na família. Infelizmente hoje exercemos vários papeis e temos pouco tempo para ficar com nossos filhos. O uso de drogas atinge o indivíduo, a família e a comunidade. Normalmente as crianças se envolvem com drogas por curiosidade. Por isso, é importante que os jovens tenham atividades sadias como esportes, música e cultura para evitar que se envolvam com drogas. 

Estatísticas recentes mostram que o jovem dependente químico apresenta perturbações pessoais e familiares, revelando extrema dificuldade de tolerar as frustrações e de suportar a realidade. Isso mostra que os pais devem impor limites aos seus filhos, além disso, eles devem dialogar e conhecer as crianças. É importante também conhecer os amigos e os locais onde eles frequentam. 

É de primordial interesse que os pais fiquem atentos aos sinais gerais das pessoas que usam drogas. “Mudanças bruscas de comportamento, queda no rendimento escolar ou no trabalho, insônia, irritabilidade e depressão são alguns dos sintomas. Nem sempre indica que a pessoa está usando drogas, mas com certeza, indica que precisa de observação e acompanhamento. 

O bom ambiente familiar e a religião, seja ela qual for, são fatores preponderantes para manter os jovens afastados das drogas. 

Antônio Padilha de Carvalho, advogado militante; pós graduado nas áreas do Direito do Estado; Educação e Filosofia; Acadêmico de Geografia/UFMT;Presidente do IMPDrog- Instituto Mato-grossense de Prevenção às Drogas e colabora com o DC Ilustrado. 
Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

sábado, 16 de novembro de 2013



HOSPITAL É CONDENADO A INDENIZAR PACIENTE QUE TENTOU SUICÍDIO DURANTE INTERNAÇÃO.

Âmbito Jurídico
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu indenização a uma paciente por tentativa de suicídio durante o período de internação em um hospital psiquiátrico. A decisão é da 3ª Câmara de Direito Privado.
A mulher, portadora de epilepsia e distúrbios mentais, foi internada por graves problemas psíquicos, como delírios, agitação e histórico de tendência suicida. Durante o período no hospital, ela removeu a tela de proteção da janela e se jogou do terceiro andar, sofrendo fraturas nas pernas e no quadril. O representante da autora ajuizou ação, alegando que, no momento do acidente, não havia nenhum funcionário na ala, apesar de constar no prontuário a tendência suicida, e pediu indenização por danos morais e materiais.
O laudo pericial constatou que as janelas da ala em que a paciente se encontrava não tinham equipamentos de efetiva segurança. O arame da tela era reforçado por uma precária solda elétrica, incompatível com a contenção necessária a pacientes internados naquele local.
A sentença condenou o hospital ao pagamento de R$ 31 mil por danos morais, que apelou da decisão sob a alegação de que tomou as precauções necessárias à segurança e que o episódio ocorreu por culpa exclusiva da autora.
Para o relator do recurso, desembargador Egidio Giacoia, o fato de um hospital receber uma pessoa no estado em que a mulher se encontrava já exigia redobrada atenção. “Apesar de internada em ala destinada a pacientes agressivos, evidente a falha na prestação dos serviços, na medida em que foi negligente com os deveres de vigilância exigidos no caso. [...] Não se faziam presentes nenhum funcionário, enfermeiro ou mesmo auxiliar de enfermagem, em ala tão especial”, disse.
Os desembargadores Viviani Nicolau e Carlos Alberto de Salles, integrantes da turma julgadora, acompanharam o voto do relator, negando provimento ao recurso.

ALCOOLISMO e os jovens.
Os jovens entram em contato com a bebida alcoólica e com as drogas cada vez mais precocemente em nosso país. Quanto mais cedo se dá esse contato, maior a chance de desenvolver abuso ou dependência. Por isso o número de abusadores, alcoolistas e dependente de drogas vem crescendo assombrosamente. Especialistas afirmam que pelo menos 20% da população tem uma relação perturbada com o álcool.  Diferente do uso recreativo praticado pela maioria das pessoas que tem como finalidade proporcionar prazer gustativo, relaxamento e um ambiente de convívio social mais agradável.  
Alguns psicanalistas consideram o alcoolismo não apenas como toxicomania ou como comportamento adictivo. Eles tendem a ver o processo que leva à dependência como um processo de busca por um estado ideal de onipotência e completude, um culto ao álcool e às drogas, uma religião degradada, que gera perda da humanidade.
Procura-se nos efeitos psicossomáticos da bebida alcoólica ou das drogas escapar da condição humana e tornar-se uma espécie de Deus, mas, o que está em jogo é uma atração mortífera. Há uma conduta de cunho psico-religiosa degradada, revelando uma estreiteza mental. Portanto, o alcoolismo e a drogadição não significam simplesmente uma dependência da química do álcool e das drogas, antes de tudo, falam de fuga da condição humana e aderência a uma fé psicótica no ideal de tornar-se inumano, poderoso e completo.
Por ocasião da instauração da doença pode se dizer que os dependentes desejam ter total “independência” do corpo e usam os efeitos psicossomáticos dos estados de narcose na tentativa de dissolução da própria sensação de corporeidade. Querem atingir, por meio de fantasia onipotente, uma condição de incorporeidade e imortalidade.
Na ânsia de negar-se humano o corpo é sentido como um grande inimigo, por trazer de forma concreta e inegável as vivências de individualização, diferenciação, limitação e mortalidade. Por isso o corpo é alvo predileto dos ataques autodestrutivos do alcoólatra ou dependente de drogas.
Apenas nos estados mais avançados da condição os sintomas neurológicos manifestam-se e a dependência física se expressa.
Luciana Saddi é psicanalista e escritora em São Paulo e é mestre em Psicologia Clínica  pela PUC/SP.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013




Escola inicia teste aleatório de uso de álcool e drogas em alunos.
Empresa vai colher amostra de cabelos de estudantes uma vez por semana.

Uma escola de ensino médio de Chicago, no estado de Illinois (EUA) deu início a um modelo controverso de campanha para evitar que os estudantes usem drogas ou álcool.

A partir de segunda-feira (28), os alunos da escola privada St Viator High School estarão sujeitos a um teste para detectar o uso de substâncias ilícitas. Os estudantes serão escolhidos de forma aleatória.

Segundo a emissora de TV CBS, uma empresa terceirizada vai colher amostras de cabelo de 10 a 20 alunos a cada semana.

Os administradores da escola informaram que o exame revela se o estudante consumiu álcool ou drogas como ecstasy, cocaína ou maconha nos últimos 90 dias. O jornal Daily Herald relatou que o teste não consegue detectar quantidades pequenas de álcool, como doses mínimas de vinho tomadas, por exemplo, em cerimônias religiosas. 

Uma vez que a escola receber resultados positivos para o uso de substâncias ilícitas ou álcool em exames de alunos - segundo a emissora de TV ABC, os dados saem em cinco dias - a escola decide o que fazer com o estudante, que pode ser um ato disciplinar ou um aconselhamento.

Os pais dos alunos foram informados sobre a nova regra durante o período de férias de verão. A decisão da escola causou reações distinas. Assim como muitos estudantes do colégio, a American Civil Liberties Union, organização que defende a liberdade e os direitos dos americanos, achou a decisão exagerada.

Em entrevista ao jornal Tribune, o porta-voz da associação no Estado, Ed Yohnka, disse que esse tipo de supervisão não cabe à escola.

— Nós temos mecanismos para controlar o comportamento dos jovens fora das escolas. Eles se chamam pais. Não acho que precisamos que as escolas ajam como super-pais. 

Embora a associação normalmente entenda que ações como as tomadas pelo colégio representem uma invasão de privacidade, ela entende que, por ser uma entidade privada, o St. Viator é livre para realizar os testes.

O diretor do colégio, o reverendo Corey Brost, defendeu, em entrevista à CBS, que os alunos devem aceitar os testes, porque eles darão aos jovens uma desculpa para recusar drogas e bebidas alcoólicas.

— Queremos dar aos garotos uma boa razão para dizer "não, não posso beber, [há] os testes da St. Viator para álcool". 

A escola tem feito testes para detectar o uso de drogas em alunos de maneira aleatória desde 2007. Esta é a primeira vez que o exame inclui também a detecção de bebidas alcoólicas. A escola acredita que a ação pode ser algo sem precedentes no estado.

Fonte: R7




sábado, 9 de novembro de 2013



Serei sócio do George Soros.

Editorial de Sérgio de Paula Ramos publicado no jornal Zero Hora

Na última terça-feira, tive a honra de acompanhar o deputado Osmar Terra e o subprocurador-geral de Justiça do Estado, Dr. Marcelo Dornelles, numa visita ao Congresso uruguaio, cujos senadores quiseram saber o que pensamos sobre a legalização da maconha, que está prestes a ser votada no país vizinho.

Como médico, que trabalha há quase 40 anos com dependentes químicos, entendi que minha missão era mostrar dados científicos. Tanto os que demonstram os malefícios do uso de maconha, sobretudo em jovens, quanto os que evidenciam o que aconteceu com os países que de alguma forma afrouxaram as leis sobre o consumo dessa droga.
Sobre os danos: o uso de maconha, já está bem demonstrado, causa declínio da produção escolar e acadêmica, aumento da evasão da escola, está associado com aumento na prevalência de esquizofrenia, depressão e acidentes de trânsito, bem como aumenta a chance, em alguns casos em até 60 vezes, de o usuário envolver-se com outras drogas.

Esses dados autorizam-nos a prever que as despesas de Estado aumentarão e que o narcotráfico sairá fortalecido, pois, como acabo de informar, aumentará a chance de envolvimento com outras drogas.

Quanto ao ocorrido nos países que, de alguma forma, liberaram seu consumo, parcial ou totalmente, os dados falam por si: Portugal, Reino Unido e alguns estados dos EUA viram o consumo de maconha dobrar. Em Portugal, aumentou também o das demais drogas. O conjunto desses dados está disponível na internet em relatórios de organismos internacionais independentes. Então, a pergunta que fica é: se o consumo de drogas aumentará e com ele os problemas associados, quem pode estar interessado em sua liberação?

Recentemente, o presidente Mujica entrevistou-se em NYC com os megainvestidores George Soros e Rockefeller. Ambos totalmente a favor de proposta uruguaia. Pelo que li nos periódicos uruguaios, a empresa Monsanto também poderia se interessar pelo negócio, fora a indústria do tabaco, ávida por encontrar mercados alternativos, depois de ver minguar o nicho de fumantes.

A saúde pública sairá perdendo, o país também, mas parece que o interesse desses investidores não se preocupa com isso. Com o tabaco, demoramos um século para poder conter a sede de lucro a qualquer preço; e, com a maconha, como será? Esses investidores, inclusive a indústria do tabaco, lucrarão. Infelizmente, no entanto, eu também, pois aumentará o número de pacientes, mas, como sabem, os médicos são profissionais bastante atípicos: nós queremos sempre que nosso mercado diminua e, para isso, vivemos insistindo em prevenção.

No Uruguai, o mercado da droga se expandirá. Repito, infelizmente, acabarei sendo sócio do senhor George Soros. Como dizem os uruguaios, qué vergüenza.

Sérgio de Paula Ramos

Psiquiatra e psicanalista, membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas (Abead)