domingo, 26 de maio de 2013


7º Seminário de Prevenção e Enfretamento as Drogas.
SEXUALIDADE, ALCOOL, DROGAS E FAMILIA.

Dia: 08/06/2013 .
Local: Teatro Municipal de Cabo Frio – RJ (Praia do Forte).
Entrada 01 kg de alimentos (CT Bom Samaritano) e Certificado de participação.

Programação.
8:00: ABERTURA
8:30hr : Comportamentos sexuais de risco e as substancias psicoativas
Dra. Denise Leite Vieira
10:hrs: intervalo
10:30hrs: Álcool , Drogas Orientação sexual e identidade de gênero
Alessandra Diehl
12H as 13 Almoço e lançamento livro “Sexualidade : do prazer ao sofrer “. Editora Roca/ Grupo Gen. São Paulo, 2013.
Autógrafos com as a autoras Alessandra Diehl & Denise Leite Vieira
13Hr: Família, co- dependência e uso de substâncias
Dra. Neide Zanelatto
15hr: intervalo
15:30 Terapia Cognitiva Comportamental no tratamento da dependência química.
Profa. Neide Zanelatto
17 hrs ENCERRAMENTO
Com autógrafos de Neide Zanelatto.
Livro: O Tratamento da Dependência Química e as Terapias Cognitivo Comportamentais. Editora ARTMED, Porto Alegre, 2013. Neide Zanalatto e Ronaldo Laranjeira.



Dra. Alessandra Diehl – Psiquiatra, especialista em dependência química pela UNIFESP e Sexualidade Humana pela USP, colaboradora da UNIAD/INPAD.
Profa. Neide Zanelatto – Psicóloga clinica, especialista em dependência química pela UNIAD/UNIFESP, mestre em psicologia da saúde pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), membro do corpo docente da UNIAD/UNIFESP, coordenadora do curso de extensão de terapia cognitiva comportamental aplicada ao tratamento de dependência química, UNIAD/UNIFESP.
Dra. Denise Leite Vieira - psicóloga, mestre em Clinical and Public Health Aspects of Addiction pela Universidade de Londres, Doutora em Ciências pelo Departamento de Psiquiatria e Psicologia da UNIFESP, terapeuta sexual pelo CESEX, Especializanda em Sexologia Clinica pelo CESEX Brasília.
Outras informações: (22) 9914.3450


Drogas Guerra perdida.
 A lei da oferta e da procura garante a sobrevivência perene do tráfico. A mais ferrenha repressão policial não resolve.
            
por Drauzio Varella

Na semana passada tomei um susto quando li na capa de CartaCapital: “Legalizem as drogas!” No subtítulo vinha a justificativa: “Seria o fim do tráfico e da violência e corrupção a ele associadas”.
É a primeira vez que uma revista semanal brasileira coloca essa proposta em discussão.

Assinada pelo jornalista Willian Vieira, a reportagem de CartaCapital alinha argumentos e dados numéricos que comprovam o fracasso retumbante das políticas repressivas adotadas em países como o Brasil.
O exemplo dos Estados Unidos é didático. Nos últimos 40 anos, eles investiram mais de 1 trilhão de dólares nessa guerra insólita. Nesse período, a população carcerária saltou de 38 mil para 500 mil, a um custo anual de 30 mil dólares por preso.
Além de enriquecer os grandes bancos envolvidos na lavagem dos narcodólares, o que a sociedade americana ganhou com esse esforço? Formar o maior mercado consumidor do mundo.
A matemática é clara: 1 quilo de cocaína de boa qualidade pode ser comprado por cerca de 2 mil dólares na Bolívia ou Colômbia. Quando desembarca em Nova York, já vale 30 mil; em Roma, 55 mil; na Austrália e no Japão, mais de 80 mil. Em São Paulo ou Rio de Janeiro, depois de “batizada” para aumentar o rendimento, essa quantidade poderá render de 20 mil a 30 mil dólares.
Para a viabilidade comercial de qualquer mercadoria o gasto com transporte é crucial. Plantar tomates no norte de Mato Grosso, para vendê-los nas feiras livres de São Paulo, levaria o produtor à falência. Quando o produto é uma droga ilícita, o custo do transporte torna-se, no entanto, desprezível.
Supomos que um comprador holandês pagasse 400 mil dólares por 200 quilos de cocaína colombiana, e um traficante pedisse a absurda quantia de 1 milhão de dólares para desembarcá--los em Amsterdã. Que diferença fará? Apesar de o transporte acrescer 5 mil dólares por quilo, a margem de lucro continuará estratosférica.
 Lucros dessa magnitude, numa atividade não sujeita à taxação pela Receita Federal, obrigações trabalhistas e demais impostos que sufocam a produção em nosso país, têm um poder de corrupção irresistível. Não sejamos ingênuos: bocas de fumo são pontos de comércio estabelecidos em endereços acessíveis aos usuários. Se eles e até os cidadãos abstêmios sabem onde encontrá-las, só a polícia treinada para combatê-las é que não sabe?
A lei da oferta e da procura garante a sobrevivência perene ao tráfico. A mais ferrenha repressão policial poderá no máximo aumentar transitoriamente o preço das drogas nas ruas, e com isso talvez diminuir o consumo, jamais acabar com ele.
Está mais do que na hora de encontrarmos formas mais inteligentes de lidar com esse flagelo das sociedades modernas. Por que não começarmos mudando a legislação que criminaliza o consumo de maconha? Ou a solução será mandar para a cadeia todos os usuários, ainda que sejam da nossa família?



'Internação compulsória é necessária em algumas situações'.
Globo News

De acordo com Fátima Vasconcellos, o risco de homicídio ou de suicídio por parte do usuário de crack indica que ele deve ser internado.

Um dependente de crack foi internado pela primeira vez contra a própria vontade em São Paulo. É um rapaz de 25 anos, que morava nas ruas e estava em uma situação degradante. Ele já está em tratamento. Esse tipo de internação só pode ser feita em situações extremas, quando o paciente corre sérios riscos.

De acordo com a psiquiatra Fátima Vasconcellos, em alguns casos, a internação compulsória é necessária. “A Associação Brasileira de Psiquiatria e os médicos em geral são a favor da internação involuntária feita a pedido da família. A internação compulsória é necessária em duas situações básicas. Uma é o risco de homicídio, a outra é risco de suicídio ou quando a pessoa se coloca em risco de morte”, afirma.
Segundo a especialista, a partir do momento que a internação compulsória passou a ser debatida, houve um aumento no número de internações voluntárias: "Quando se falou da internação compulsória em São Paulo, 800 pessoas procuraram tratamento. As pessoas não sabiam que existia a possibilidade de ter tratamento".
Dependentes de drogas vivem em situação precária, sem alimentação e higiene necessárias, nas cracolândias. Para Fátima, essas características chamam atenção: "O crack é um problema que ameaça porque aparece na rua. Nós temos um problema muito mais grave com o alcoolismo que leva a grandes tragédias no longo prazo e ninguém interfere, porque não é uma coisa tão chamativa e violenta".
A psiquiatra destaca que o fechamento de leitos psiquiátricos foi uma atitude equivocada por parte dos governos, já que a população e o número de problemas sociais aumentaram. "O governo brasileiro fez uma coisa irresponsável. Nos últimos 30 anos, foram fechados 90 mil leitos psiquiátricos. A população brasileira aumentou, as complexidades da vida aumentaram, a gente vê um aumento da prevalência de alcoolismo, do crack e de outras drogas, e a gente não tem onde colocar", explica.
"O crack é uma droga de potencial letal muito grande e de potencial de dependência muito rápido. Por ela ser inalada, ela tem um efeito rápido, o que causa a necessidade de repetir a dose”, conclui a especialista.

sexta-feira, 17 de maio de 2013


STF decidirá sobre perda de bens em decorrência de tráfico de drogas.
Última Instância - Da Redação
APREENSÃO
O STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu a repercussão geral da questão constitucional em debate no RE (Recurso Extraordinário) 638491, de autoria do MPF (Ministério Público Federal). A Corte decidirá se para a perda de bem apreendido em decorrência do tráfico de drogas é necessária a sua utilização habitual ou sua adulteração para a prática do crime.
O réu e o corréu foram presos em flagrante com aproximadamente 88 quilos de maconha no porta-malas de um carro. Após denunciados e processados, eles foram condenados, com base nas penas do artigo 12 da Lei 6.368/1976 (antiga Lei de Drogas), a cinco anos de prisão e ao perdimento do veículo.
O TJ-PR (Tribunal de Justiça do Estado do Paraná), por unanimidade, deu parcial provimento às apelações para afastar o perdimento do veículo por ausência de prova de que o bem fosse preparado para disfarçar o transporte da droga, bem como da reiteração do uso do veículo para traficar. Essa decisão foi questionada pelo MPF, que alega violação ao artigo 243, parágrafo único, da Constituição Federal, segundo o qual todo e qualquer bem apreendido por decorrência de tráfico de entorpecentes deve ser confiscado e seu valor revertido para instituições especializadas no tratamento e recuperação de dependentes químicos.
O recurso também sustenta a necessidade de intepretação do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional, ao argumentar que a norma não previu a habitualidade como requisito para o perdimento de bens.
Manifestação
O relator, ministro Luiz Fux, observou que a legislação aplicada – artigo 34, parágrafo 13º, da Lei 6.368/1976 – contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei 10.409/2002 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63 da Lei 11.343/2006 (nova Lei de Drogas), “demonstrando a vontade legislativa constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243, da Constituição Federal”.
O ministro destacou que a questão ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário do STF. Por essa razão, ele se manifestou pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no recurso extraordinário. Seu entendimento foi seguido, por maioria, em deliberação no Plenário Virtual da Corte.



DROGA NÃO CONSTRÓI!
NOÉLIA COSTA AMARAL - Fórum de Combate às Drogas e Cons. de Políticas sobre Drogas.
Precisamos pensar em trabalhar os vários segmentos da sociedade para conseguirmos unir todos na luta contra drogas. Infelizmente, muitos estão afetados com essa problemática.
Construir tijolo por tijolo nessa luta insana e desigual, onde nossa sociedade é desorganizada e o crime é organizado, é muito difícil, mas, na minha opinião, cada um tem sua missão, cada pessoa pode ser um tijolo na construção de uma vida saudável.
Mostrar o perigo, o mal, os males causados devido ao uso abusivo das drogas é importante demais. Informar que existe uma saída, quando alguém está no fundo do poço, é salvar vida.
Ao longo desses cinco anos de luta, percebo que, a cada dia, a coisa piora. Fico muito triste em ver a falta de sensibilidade de algumas autoridades constituídas, que poderiam fazer a diferença nessa luta e muitas vezes nada fazem.
A prevenção na sua totalidade é muito eficaz; quando existe um foco realmente, temos bons resultados. Prevenir é chegar antes do problema instalado, é mostrar de uma maneira criativa e pontual porque não usar drogas. Porque dizer não, de uma forma firme e acreditando que estamos certos.
A prevenção começa dentro de casa, com a família, com diálogo e compreensão. A escola tem também um papel muito forte nesse contexto, precisamos quebrar os preconceitos, precisamos ter mais solidariedade em relação ao dependente químico, saber que é um problema de saúde.
Qualquer pessoa pode fazer sua parte em relação ao tema drogas, basta querer. Devemos nos unir pela causa, sem vaidades, sem disputas inócuas, que não levam a nada.
Precisamos ocupar nossos jovens, com escola em tempo integral, esporte, lazer, praças devidamente equipadas para atrair nossas crianças e adolescentes para um mundo com saúde, um mundo onde existam sonhos e esperança.
Sinto falta de lugares bonitos com gente feliz, com crianças sorrindo e brincando. Precisamos de amor e serenidade de vida. Construir uma vida melhor sem drogas, é ter qualidade de vida, é mostrar que existe, sim, uma vida feliz sem drogas.
Tenho certeza que, se cada um fizesse sua parte, de alguma maneira algo mudaria.
O maior problema na luta contra as drogas é que não existe humildade suficiente para entender que juntos somos forte e fazemos a diferença. Ninguém vence a luta sozinho, vamos dizer um sonoro não às drogas e fazer ecoar nos lares, nas escolas. Vamos gritar, se possível; vamos, de uma forma impactante, trazer a sociedade para essa luta que é de todos. Enfim, vamos mostrar que droga não constrói.